Mobilização popular marca retirada de projeto do Parque Estadual da Pedra do Cálice na Assembleia Legislativa

Mobilização popular marca retirada de projeto do Parque Estadual da Pedra do Cálice na Assembleia Legislativa

União de moradores, trabalhadores, empresários, entidades e representantes do poder público foi fundamental para dar visibilidade às preocupações de Pains, Pimenta e Córrego Fundo sobre a proposta.

A mobilização da população de Pains e dos municípios de Pimenta e Córrego Fundo teve um resultado importante no debate sobre a criação do Parque Estadual da Pedra do Cálice. No dia 14 de outubro de 2026, o Projeto de Lei nº 5.724/2026 foi retirado de tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), após uma ampla manifestação de moradores, trabalhadores, empresários, representantes do poder público e entidades da região.

A proposta previa a criação de uma unidade de conservação com aproximadamente 9.253 hectares, abrangendo áreas dos três municípios. Desde que o projeto entrou em discussão, surgiram questionamentos sobre seus possíveis impactos sociais, econômicos e territoriais, especialmente em relação às propriedades rurais, às atividades produtivas, à geração de empregos e à dinâmica econômica regional.

Diante desse cenário, a população se mobilizou e demonstrou a importância de participar ativamente das decisões que podem influenciar o futuro de seu território. A consulta pública disponibilizada pela ALMG registrou 766 manifestações contrárias e 13 favoráveis à proposta, além de 178 comentários, evidenciando a expressiva participação da sociedade.

A força da união e da participação popular

A retirada do projeto representa um momento significativo para os municípios envolvidos e evidencia a força da organização coletiva. A manifestação da sociedade mostrou que decisões com potencial de produzir impactos sobre uma região precisam considerar a realidade de quem vive, trabalha, empreende e contribui diariamente para o desenvolvimento local.

A mobilização reuniu diferentes segmentos da sociedade em torno de uma preocupação comum: a necessidade de que propostas dessa dimensão sejam precedidas de estudos técnicos consistentes, transparência, diálogo com os municípios e participação efetiva das comunidades diretamente envolvidas.

Mais do que uma manifestação pontual, o movimento demonstrou que a união entre população, entidades representativas, empresários e poder público é fundamental para que as demandas regionais sejam ouvidas e consideradas nos espaços de decisão.

AMPAR destaca a importância do diálogo e da representatividade

A Associação dos Mineradores de Pains, Arcos e Região (AMPAR) acompanhou o processo e participou ativamente das discussões, defendendo a necessidade de uma avaliação responsável dos possíveis impactos da proposta sobre o território e o desenvolvimento regional.

A entidade reforçou, ao longo do debate, a importância de conciliar a conservação ambiental com a realidade social e econômica dos municípios, considerando os empregos, as atividades produtivas, as propriedades e as famílias que dependem dessa estrutura.

Para a AMPAR, a retirada do projeto também evidencia a relevância da representatividade institucional e da atuação conjunta na defesa de pautas que ultrapassam os interesses de um único setor e envolvem toda a comunidade.

Um resultado que reforça o compromisso com o futuro da região

A retirada do Projeto de Lei nº 5.724/2026 não encerra a discussão sobre a Pedra do Cálice, mas representa um importante desdobramento de um processo marcado pela participação popular e pelo posicionamento dos municípios envolvidos.

A AMPAR reconhece e valoriza todos aqueles que se manifestaram, compartilharam informações, participaram das discussões e contribuíram para dar visibilidade às preocupações da população.

O episódio deixa uma mensagem importante: o desenvolvimento de uma região também se constrói com participação, diálogo, informação e união. Quando a sociedade se organiza e participa das decisões que afetam seu território, sua voz ganha força.

A AMPAR seguirá acompanhando o tema e trabalhando em defesa de um desenvolvimento regional responsável, que considere a proteção ambiental, a segurança jurídica, a geração de oportunidades e a qualidade de vida das comunidades de Pains e região.